13/04/2016 – Manifesto do GT de Integração Regional e Unidade Latinoamericana e Caribenha (CLACSO) sobre a tentativa de golpe no Brasil‏

Os pesquisadores do GT Integração regional e unidade latino-americana e caribenha de CLACSO, abaixo-assinados, vem manifestar o seu repúdio aos processos de desestabilização do governo da Presidente Dilma Rousseff, que pretendem impor um golpe de Estado no Brasil. 

A desestabilização faz parte de uma ampla ofensiva internacional do imperialismo e seus aliados locais, de cerco e deposição dos governos de esquerda e centro-esquerda na América Latina e Caribe, buscando destruir conquistas sociais e violar a soberania nacional para impor um novo padrão regulatório neoliberal alinhado aos Estados Unidos. Trata-se de superexplorar e retirar de direitos dos trabalhadores, desnacionalizar recursos naturais estratégicos, como o Pré-Sal, isolar governos populares sul-americanos, desmontar os avanços na integração regional latino-americana e o desenho de uma geopolítica do Sul, que vem ganhando forte projeção com os BRICS

O projeto de golpe de Estado e de regime de exceção se desenvolve em vários níveis: 

a) Na tentativa de deposição do governo de Dilma Rousseff, sem a existência de crime de responsabilidade por parte da Presidente que lhe dê respaldo constitucional; 

b) Na perseguição ilegal ao ex-Presidente Lula, manifesta na violação pública do seu direito à intimidade, no uso ilegal de coerção policial para colher seu depoimento judicial e na formulação de acusações sem qualquer prova de infração, com o objetivo de cassar os seus direitos políticos e impedir a sua candidatura à Presidência da República em 2018; 

c) Na pretensão de impor o parlamentarismo como regime político, extinguindo as eleições diretas para chefe de governo, por emenda constitucional, sem plebiscito, violando o princípio da soberania popular; e

d) Nas tentativas de criminalização dos movimentos sociais

Esta ofensiva se desenvolve a partir da articulação entre os monopólios privados dos meios de comunicação, em particular a Rede Globo de Televisão, e segmentos do Poder Judiciário e de um Parlamento fortemente comprometido com as grandes empresas e os delitos financeiros. Trata-se de utilizar a manipulação midiática da informação para gerar mobilizações de massa fascistas que amparem a violação da Constituição brasileira pelo Parlamento e o Judiciário, como tentou-se sem sucesso em 2002, na Venezuela, e logrou-se em 2009, em Honduras, e em 2012, no Paraguai. 

Para responder a estas ameaças, o governo Dilma deverá impulsionar uma ampla mobilização popular em torno da defesa da legalidade, do aprofundamento das conquistas sociais e de uma agenda de desenvolvimento. Este é o único antidoto para barrar o regime de contra-insurgência que o imperialismo e a burguesia associada e dependente querem impor sobre a democracia reconquistada a sangue, suor e lágrimas, pelo povo brasileiro, na segunda metade dos anos 1980.

Alycia Puyana, Economista FLACSO – México Alexis Saludjan, Economista UFRJ – Brasil Camille Chalmers, Economista, Universidade de Porto Príncipe – Haiti Carlos Eduardo Martins, Cientista Político, UFRJ – Brasil Carlos Serrano Ferreira, Cientista Político, UFRJ – Brasil Dario Salinas Figueiredo, Sociólogo, Universidade Iberoamericana – México Didimo Castillo, Sociólogo, Universidade Autônoma do Estado do México Eugenio Espinosa, Sociólogo, FLACSO – Cuba Flavia Lessa Barros, Cientista Política, UnB – Brasil Gerardo Caetano, Historiador e Politologo, Universidade da Republica – Uruguai Gisele Lorena Gonzalez, Socióloga, Unicolombo – Colômbia Idilio Mendez Grimaldi, Economista, SEPPY – Paraguai Jaime Preciado Coronado, Sociólogo, Universidad de Guadalajara – México Jorge Marchini, Economista, CIGES – Argentina Judite Stronzake, Pedagoga, Escola Nacional Florestan Fernandes – Brasil Julian Khan, Historiador, Universidad de Buenos Aires – Argentina Lourdes Regueiro, Economista, Centro de Estudios de las Americas – Cuba Mariana Aparicio Ramirez, Economista, Flacso – México Maribel Apunte Garcia, Economista, Centro de Investigaciones Sociales – Porto Rico Olga Maria Zarza, Socióloga, Centro de Estudos Rurais Interdisciplinarios – Paraguai. Orangel Rivas, Economista, Ministerio de la Planificacion – Venezuela Orlando Caputo Leiva, Economista, REDEM – Chile Oscar Ugarteche, Economista, ALAI – Peru Ramon Torres, Embaixador Itinerante do Equador – Equador Raphael Padula, Economista, UFRJ – Brasil Roberta Traspadini, Economista, UNILA – Brasil Silvina Maria Romano, Cientista Política, UNAM – México Verena Hitner, Socióloga, Centro de Estudios de Desarrollo – Venezuela Wagner Iglecias, Cientista Político, USP – Brasil

Manifesto del GT de Integración Regional y Unidad Latinoamericana e Caribenha (CLACSO) sobre el Intento de Golpe de Estado en Brasil‏

Los investigadores del GT Integración regional y unidad latinoamericana y caribeña de CLACSO, abajo firmantes, manifiestan su repudio a los procesos de desestabilización del gobierno de la Presidente Dilma Rousseff que pretenden imponer un golpe de Estado en Brasil.

La desestabilización forma parte de una amplia ofensiva internacional del imperialismo y sus aliados locales, de cerco y destitución de los gobiernos de izquierda y centroizquierda en América Latina y el Caribe, buscando destruir conquistas sociales y violar la soberanía nacional para imponer un nuevo patrón regulador neoliberal alineado a los Estados Unidos. Se trata de superexplotar y retirar los derechos de los trabajadores, desnacionalizar recursos naturales estratégicos, como el Presal, aislar los gobiernos populares sudamericanos, desmontar los avances en la integración regional latinoamericana y el diseño de una geopolítica del Sur, que viene ganando fuerte proyección con los BRICS.

El proyecto de golpe de Estado y de régimen de excepción se desarrolla en varios niveles:

a) En el intento de destitución del gobierno de Dilma Rousseff, sin la existencia de crimen de responsabilidad por parte de la Presidente que le dé respaldo constitucional;

b) En la persecución ilegal al ex presidente Lula, manifestada en la violación publica de su derecho a la intimidad, en el uso ilegal de coerción policial para cosechar su testimonio judicial y en la formulación de acusaciones sin cualquier prueba de infracción, con el objetivo de revocar sus derechos políticos e impedir su candidatura a la Presidencia de la República en 2018;

c) En la pretensión de imponer el parlamentarismo como régimen político, extinguiendo las elecciones directas para jefe de gobierno, por enmienda constitucional, sin plebiscito, violando el principio de la soberanía popular; y

d) En los intentos de criminalización de los movimientos sociales

Esta ofensiva se desarrolla a partir de la articulación entre los monopolios privados de los medios de comunicación, en particular la Red Globo de Televisión, y segmentos del Poder Judicial y de un Parlamento fuertemente comprometido con las grandes empresas y delitos financieros. Se trata de utilizar la manipulación mediática de la información para generar movilizaciones de masa fascistas que respalden la violación de la Constitución brasileña por el Parlamento y el Poder Judicial, tal como se intentó sin éxito en 2002, en Venezuela, y fue logrado en 2009, en Honduras, y en 2012, en Paraguay

Para responder a estas amenazas, el gobierno de Dilma deberá impulsar una amplia movilización popular en torno a la defensa de la legalidad, la profundización de las conquistas sociales y una agenda de desarrollo. Este es el único antídoto para frenar el régimen de contrainsurgencia que el imperialismo y la burguesía asociada y dependiente quiere imponer sobre la democracia reconquistada a sangre, sudor y lágrimas, por el pueblo brasileño, en la segunda mitad de los años 1980.

Alycia Puyana, Economista FLACSO – Mexico Alexis Saludjan, Economista UFRJ – Brasil Camille Chalmers, Economista, Universidade de Porto Príncipe – Haiti Carlos Eduardo Martins, Cientista Político, UFRJ – Brasil Carlos Serrano Ferreira, Cientista Político, UFRJ – Brasil Dario Salinas Figueiredo, Sociólogo, Universidad Iberoamericana – México Didimo Castillo, Sociólogo, Universidad Autonoma do Estado do México Eugenio Espinosa, Sociólogo, FLACSO – Cuba Flavia Lessa Barros, Cientista Politica, UnB – Brasil Gerardo Caetano, Historiador e Politologo, Universidad de la Republica – Uruguay Gisele Lorena Gonzalez, Sociologa, Unicolombo – Colombia Idilio Mendez Grimaldi, Economista, SEPPY – Paraguay Jaime Preciado Coronado, Sociólogo, Universidad de Guadalajara – México Jorge Marchini, Economista, CIGES – Argentina Judite Stronzake, Pedagoga, Escola Nacional Florestan Fernandes – Brasil Julian Khan, Historiador, Universidad de Buenos Aires – Argentina Lourdes Regueiro, Economista, Centro de Estudios de las Americas – Cuba Mariana Aparicio Ramirez, Economista, Flacso – México Maribel Apunte Garcia, Economista, Centro de Investigaciones Sociales – Puerto Rico Olga Maria Zarza, Socióloga, Centro de Estudios Rurales Interdisciplinarios – Paraguay Orangel Rivas, Economista, Ministerio de la Planificacion – Venezuela Orlando Caputo Leiva, Economista, REDEM – Chile Oscar Ugarteche, Economista, ALAI – Peru Ramon Torres – Embajador Itinerante de Ecuador – Ecuador Raphael Padula, Economista, UFRJ – Brasil Roberta Traspadini, Economista, UNILA – Brasil Silvina Maria Romano, Cientista Política, UNAM – México Verena Hitner, Socióloga, Centro de Estudios de Desarrollo – Venezuela Wagner Iglecias, Cientista Político, USP – Brasil 


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