O Laboratório de Estudos sobre Hegemonia e Contra-Hegemonia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LEHC/UFRJ) vêm a público se manifestar em um momento crucial da vida Brasileira. Nesse segundo turno, estamos diante de dois projetos distintos de país e devemos deixar clara a nossa posição diante da ameaça que se apresenta.

Primeiramente manifestamos nosso repúdio total ao projeto fascista representado pela candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). Este vem demonstrando sistemático desprezo contra direitos conquistados da classe trabalhadora brasileira. Está aliado com os espúrios interesses da elite nacional dependente, que pretende entregar nossas riquezas e nossa dignidade às grandes corporações e estados centrais. Seu governo representa a radicalização do projeto neoliberal que já nos aflige somado ao perigo conservador, intolerante e agressivo que já está mostrando do que é capaz, visto as notícias de crimes violentos de apoiadores de Bolsonaro contra pessoas que discordam do candidato.

O LEHC é um grupo com oito anos de trabalho e se orgulha de ter como valor a pluralidade de campos de estudo e de posições políticas dos seus membros. Nossos ideais são opostos ao do deputado e seu grupo. Por isso apoiamos Fernando Haddad (PT) nesse segundo turno. Estamos cientes de que a prática política implementada pelo Partido dos Trabalhadores nos treze anos em que esteve no governo está esgotada justamente pela fato da aliança ter sido feita com o grande capital em detrimento dos movimentos sociais. O golpe de 2016 mostrou que não é possível governar para o povo e ao mesmo tempo se curvar aos poderosos.

Dessa forma, independente de quem for o vencedor do pleito, consideramos essencial reconstruir a democracia nesse país. Um novo sistema que defenda a educação pública, universal e de qualidade em todos os níveis. Um sistema que combata a influência dos detentores do poder financeiro e político e que dê poder ao povo trabalhador. A eleição de Fernando Haddad representa a possibilidade dessa reconstrução em oposição a brutal regressão econômica e política que representa o outro candidato. Mesmo com todas as críticas feitas ao PT e ao seu governo, votar 13 no segundo turno é dizer não ao neoliberalismo, ao fascismo e à tortura. O LEHC estará sempre ao lado das lutas por uma sociedade mais justa e soberana.

Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2018.