Laboratório de Estudos sobre Hegemonia e Contra-Hegemonia (LEHC/UFRJ)


Live Suleando: “A União Europeia e a Crise Econômica: perspectiva para os povos”, dia 19/10.

A nova live Suleando, do LEHC, já será nesta quarta-feira, dia 19/10. Com o tema “A União Europeia e a Crise Econômica: perspectiva para os povos”, começará às 19h do Brasil, 23h de Portugal, como sempre, no Youtube do LEHC/UFRJ: https://www.youtube.com/channel/UC6gO2as54mXeacmdW3sJLcA.

Debateremos a atual situação política e econômica da União Europeia, os planos de resgate, os impactos sobre os trabalhadores e povos e a natureza desta organização.

Teremos a presença do economista da CGTP-IN, principal central sindical portuguesa, Tiago Cunha, e do professor da UAB e membro da Comissão de Atividades Económicas do Partido Comunista Português, bem como o vice-coordenador do LEHC/UFRJ, Carlos Serrano. abaixo, mais informações sobre os participantes:

Debatedores:

Tiago Cunha, economista pela UBI, foi membro do gabinete de estudos da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) e actualmente é adjunto da Secretária-Geral da principal entral sindical portuguesa, a CGTP-IN e membro de seu Gabinete de estudos, com representação da mesmal em diversos organismos e desenvolvimento de estudos na área económica, com foco nas questões laborais.

Victor Paulo Gomes da Silva, doutor em Gestão e mestre em Economia, é professor do Departamento de Ciências Sociais e de Gestão na Universidade Aberta. Membro da Comissão de Atividades Económicas do Partido Comunista Português. Possui relevante interesse académico e político pela reflexão económica e sociológica, numa perspetiva marxista, sobre o uso da força de trabalho nas empresas capitalistas.

Contará com a presença e mediação de Carlos Serrano (LEHC/UFRJ e Bolsista da Cátedra UNESCO ULHT Educação, Cidadania e Diversidade Cultural).

 

 


Chamada de artigos para o Boletim de Conjuntura LEHC 2020.1: A pandemia e as múltiplas faces da crise capitalista

*A data limite para submissão de artigos foi alterada: do dia 15 de setembro para o dia 25 de outubro de 2020.

A Pandemia da COVID-19 vem escancarando faces críticas da longa duração da acumulação capitalista. Ao mesmo tempo, torna-se parte mesma do processo. A crise pandêmica, neste sentido, tem o potencial de representar um ponto “bifurcador” histórico. Até sua eclosão, as conjunturas econômica, social, política e ideológica do capitalismo globalizado já apresentavam graves indícios de que estava por se aproximar algum evento que seria o estopim para um ponto bifurcador.

As taxas de crescimento econômico mundiais, apesar de um breve período de curto fôlego entre 2015-2018, apresentaram média de 2,73% entre 2009-2018, patamar histórico muito inferior a outros períodos. Depois da crise financeira, a “financeirização” aliou-se, enquanto lógica de acumulação, às políticas de Estado norte-americana e europeia aproveitando-se da gigantesca injeção de liquidez e provocando um distanciamento cada vez maior entre o valor dos ativos financeiros e a economia real das empresas e Estados. Do ponto de vista social a conjuntura pré-pandêmica esteve marcada pelo aumento da frequência e intensidade de protestos sociais como a primavera árabe e os levantes populares na América Latina. Esteve marcada também pela crise migratória e de refugiados que tomou proporções globais. Do ponto de vista político, a nível internacional, a ascensão dos BRICS, incluindo aí também outros processos correlatos de articulação institucional, representa um novo contrapeso de articulação geoeconômica e geopolítica. Do ponto de vista ideológico, a ascensão do neofascismo, a polarização dos resultados eleitorais no mundo e a cada vez mais central necessidade de decolonialidade em níveis multifacetados da sociedade e do indivíduo, como gênero, raça, sexualidade e periferização, confrontam-se neste amplo quadro conjuntural de longa duração da crise capitalista.

Neste sentido, como pensar a crise pandêmica? É realmente um ponto bifurcador? Como pensar a realidade destas diversas faces da crise capitalista tendo em vista sua sobreposição à crise pandêmica? Quais cenários são possíveis, quais estratégias, quais desafios? Enfim, como abocanhar o todo e qual seu significado de longa duração? Assim, convidamos à contribuição análises que possam mergulhar dentro destas diversas faces da crise pandêmica-capitalista. Serão também analisadas resenhas de livros escritos há no máximo cinco anos e que contribuam para o entendimento da crise capitalista e/ou dos impactos de pandemias na história das sociedades.

A coordenadora desta edição é Ísis Campos Camarinha – Doutora em Economia Política Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A data final para submissão de artigos é 25 de outubro de 2020. Para mais informações, clique aqui.